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De um total de 20 destaques, apenas um foi aprovadoFonte: oeco.com.brDepois de uma manhã de intenso debate, foi aprovada nesta quarta (09/11) a votação dos destaques (propostas de alteração de texto) do relatório de mudança do Código Florestal nas comissões de Agricultura (CRA) e Ciência e Tecnologia (CCT). O texto básico do projeto já havia sido aprovado com quase unanimidade: foram 27 votos a um. A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) foi a única a votar contra.
Foram rejeitadas duas emendas do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE): uma sobre mudança na fixação da delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP) nas margens dos rios: ao invés de ter como referência o leito regular do rio, seria considerado o nível mais alto do rio, nos períodos de cheia. A segunda proposta abandonada foi sobre procedimentos administrativos específicos que seria ditado para que fosse autorizada a supressão de vegetação em APP em caso de utilidade pública ou de interesse social, segundo informação da Agência Senado. Mas também foi rejeitada, em nome do “entendimento”, a proposta do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e uma do senador Cassildo Maldaner (PMDB-SC) que dispensava de repor mata ciliar em margens de rios os proprietários rurais que desmataram até 22 de julho de 2008. "Teríamos hoje voto suficiente para aprovar a emenda do senador Acir [Gurgacz]. Mas, em favor do entendimento, estamos abrindo mão de um dos pontos mais importantes". Disse o senador da bancada ruralista, Waldemir Moka (PMDB-MS). A emenda do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) sobre a obrigatoriedade de todos os proprietários (grandes ou pequenos) de recompor matas ciliares também deve discussão postergada. Oito propostas foram retiradas da votação e serão apreciadas na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), para onde a matéria seguirá. Houve desentendimento entre os integrantes das comissões sobre alguns destaques que já havia sido acatado pelo relator Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). Como ameaçaram votar contra, houve a transferência dos itens para a CMA. Após o relatório ser submetido à Comissão do Meio Ambiente (CMA) seguirá para ser votado no plenário.
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