Horto Florestal Albert Löefgren

Fonte: Ricardo Cardim

Situado nas colinas dos contrafortes da Serra da Cantareira, o Horto Florestal é um dos passeios preferidos na zona norte da metrópole paulistana. Criado em 1898 pelo Botânico Albert Loefgren como local para estudos econômico e científico da flora paulista, em 1917  foi transformado em Horto.

1_2.jpgApresenta uma arborização interessante e diversa, com muitos  exemplares centenários rodeando os amplos lagos. A ressalva fica por conta dos carrapatos, comuns por lá, um bichinho que quem pega não esquece tão cedo, graças a intensa coceira por dias seguidos. Mas os locais onde ele aparece são bem sinalizados, e quando não há avisos pode-se andar sem problemas.

 Raridade em São Paulo, o horto conserva uma floresta de araucárias adultas e de grande porte, em meio a árvores da Mata Atlântica e com trilhas que permitem fácil acesso. À esquerda um palmito jussara (Euterpe edulis) palmeira nativa que já foi 2_2.jpgcomum nessas formações. As araucárias foram plantadas por volta de 1930.

 

 

 

 

Paisagem muito semelhante a vegetação original da cidade de São Paulo na sua fundação, no século XVI. Eram comuns os "bosquetes" ou capões de mata com araucárias entre os campos naturais, e quem estivesse em um deles e olhasse para cima 3_2.jpgveria algo como a foto. No atual bairro de Pinheiros, essa vista deve ter sido comum no passado.

 

 

 

Os saborosos pinhões das araucárias. Petisco que já foi muito apreciado na São Paulo antiga, onde quituteiras os vendiam quentes pela então vila. Os índios também os apreciavam muito, sendo parte importante do cardápio. Na foto, vemos vários 4_1.jpgcom marcas do seu consumo pela fauna silvestre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Na entrada do horto, uma bela representação da araucária (Araucaria angustifolia).

 

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 Imponente grupo de jatobás (Hymenaeae courbaril) apresentando idade. Árvore nativa que produz frutos comestíveis, mas do tipo "ame ou odeie".

 

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 Pinheiros-do-brejo (Taxodium distichum) originário dos EUA, tem mais de um século de vida. São muito comuns no horto, e apresentam um aspecto interessante - a presença de raízes que afloram do solo para auxiliar na respiração da árvore (pneumatóforos) já que vivem em ambientes alagados.

 

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 O pau-incenso (Pittosporum undulatum Vent.) é uma árvore nativa da Austrália que por aqui se comporta como invasora, ocupando o espaço da vegetação nativa. Em várias matas do horto sua presença é maciça, empobrecendo a biodiversidade original. Deve ter sido trazida a fim de ornamentar o local no começo do séc. XX.

 

 Para conhecer:

Rua do Horto, 931, Zona Norte, São Paulo - SP. Tel. 11 6231-8555

Aberto todos os dias das 6 às 18 hs, entrada franca.