22-11-2011
Rodoanel Norte em xeque
Fonte: Jornal Rapidix Na quarta-feira, dia 16 de novembro de 2011, o PROAM-Instituto Bras...
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16-11-2011
BID LIBERA RECURSOS PARA PARA O RODANEL
http://www.recanta.org.br/bid_libera_recursos_rodoanel_norte.html
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10-11-2011
Movimentos sociais questionam as remoções pelo Rodoanel
Fonte: arquiteturanafavela.blogspot.com No dia 20 de Setembro movimentos ...
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24-10-2011
Governo publicou edital de licitação do Rodoanel
Fonte: Jornal da Tarde O governo do Estado de São Paulo publicou em 13/09 o edita...
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17-04-2012
CPI SOBRE USO DO SOLO NA CANTAREIRA É INSTALADA
Fonte: www.camara.sp.gov.br Os vereadores instalaram na quinta-feira (12/04) a Comissão Par...
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25-03-2012
JARDIM CORISCO TEME A PASSAGEM DO RODOANEL
Fonte: ZN na Linha As demandas da cidade de São Paulo são múltiplas, porém cada região te...
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25-03-2012
SMA PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE ABANDONO DE ANIMAIS
Fonte: www.ambiente.sp.gov.br Abandono de animais nos parques estaduais é o tema ...
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19-03-2012
Palestra Sustentabilidade e o Contínuo Cantareira
A Adtur vem através deste, convidar para participação na Palestra "Sustentabilidade e o...
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AUDIÊNCIA DE LICITAÇÃO TOMADA DE ASSALTO PELO POVO

Fonte: ZN na Linha

rodoanel_2.jpgNinguém da Dersa esperava por isso.  A audiência pública foi convocada para já dar diretrizes para a licitação da obra do trecho Norte do Rodoanel, apesar do licenciamento ambiental ainda estar em análise pelos órgãos competentes.  O auditório estava lotado, com gente do lado de fora. Esperava-se técnicos e empresários, não a comunidade em peso.  Foi uma audiência inflamada. A Dersa tentou passar os slides, que já apresentavamnúmeros de sondagens feitas e análises avançadas de um traçado que não foi definido.  Nesse momento os mais de 100 moradores das áreas afetadas, além de ambientalistas, pediram a palavra para frustrar esse processo que colocava o carro na frente dos bois.

Sete deputados estaduais também compareceram:  Alencar Santana, Marcolino, Adriano Diogo, Orlando Morando, José Zico, Donizete Braga e Marco Aurélio.  Eles reforçaram os questionamentos que o público fez, transformando o que era para ser uma audiência pública de negócios do empreendimento, em uma audiência pública de discussão dos fundamentos básicos da obra, de sua razão de ser, de todas as compensações.

Adriano Diogo, que já foi secretário do Verde e Meio Ambiente da capital, falou que muitas compensações dos outros trechos não foram executadas.   Alencar Santana, ao fazer uma série de questionamentos à mesa, ficou impressionado ao saber que, para as compensações, deve haver uma verba de R$ 25 milhões, absolutamente irrisória face o custo inicial da obra, de R$ 5,8 bilhões. Ele chegou à conclusão que o trecho Norte não é tão necessário, face o retorno para o trânsito, e pelos custos sócio-ambientais e financeiros.  Ele reforçou assim a palavra do então governador Serra em 2008, em programa da Rádio Bandeirantes, em que falou da obra se tornar uma RODOFERRADURA, ou seja, não fechando no trecho Norte.
 
O diretor do Denit Ricardo Madalena, representando o Ministério dos Transportes, afirmou que estava anotando tudo, para reportar no ministério e enriquecer a discussão.  A comunidade reclamou da situação da av. Raimundo Pereira de Magalhães, que não vai suportar o fluxo gerado pelo Rodoanel. “Se existe dinheiro pra construir o rodoanel, como não existe dinheiro para fazer um plano habitacional claro?”, perguntou uma moradora?  A estimativa inicial da Dersa é que existam 2.700 imóveis que precisarão ser retirados.  Desses, cerca de 1.300 são imóveis irregulares, que sofrerão ação de reassentamento.  Os imóveis regulares poderão ser comprados diretamente pela empresa.
 
Além dos moradores, o movimento PreservaSP e o Sindicatos dos Arquitetos, com representantes, expressaram indignação com a forma acelerada que a obra está sendo tocada.  Foi dito que as mitigações são irrisórias, face aos danos ambientais que essa megaobra trará para a qualidade de vida dos paulistanos.  Foi pedida a consciência social e ambiental aos empreendedores, e democracia ao governo que decidiu a obra.  Porém a diretoria da Dersa mantém o cronograma acelerado.

Mais de 20 pessoas das comunidades envolvidas, sobretudo da região de Taipas e do Tremembé, pediram palavra e foram veementes, diretos, pedindo respeito pelos moradores e pelo meio ambiente.  A maior reclamação foi contra a ausência de um plano habitacional claro antes do começo das obras.  Foi citado diversas vezes que a avaliação é que essa obra está na contramão da história, uma vez que as mudanças climáticas pedem estudos muito profundos sobre uma megarodovia passando a 10 km do centro da cidade, com risco de se transformar em uma avenida urbana.  E a questão de democracia também foi colocada:  uma obra com eesse impacto ambiental e social, e também com o grande custo financeiro, não pode ser decidida em gabinetes, fazendo ouvidos mouco para as manifestações na audiências públicas.

 Laurence Casagrande, presidente da Dersa, acenou com a possibilidade de fazer reuniões locais com as diversas comunidade afetadas. O deputado estadual Marcolino ficou incumbido de agendar essas reuniões.  A Dersa alegou que desconhece qualquer notificação que os moradores de Taipas já estão recebendo.  Ele disse que se as notificações forem por causa do Rodoanel, elas não partiram da Dersa, e que até a polícia pode ser procurada.
 
Apesar de tudo, ao final o presidente da Dersa reiterou sua expectativa de cronograma:  licença-prévia conseguida no final de Maio;  editais lançados no início de Julho;  início de obras em Novembro e término da obra no 2º semestre de 2014.