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CANTAREIRA » S.O.S. CANTAREIRA » Notícias » Audiência (03/05) Camuflada da Licitação do Trecho Norte do Rodoanel
AUDIÊNCIA DE LICITAÇÃO TOMADA DE ASSALTO PELO POVOFonte: ZN na Linha
Sete deputados estaduais também compareceram: Alencar Santana, Marcolino, Adriano Diogo, Orlando Morando, José Zico, Donizete Braga e Marco Aurélio. Eles reforçaram os questionamentos que o público fez, transformando o que era para ser uma audiência pública de negócios do empreendimento, em uma audiência pública de discussão dos fundamentos básicos da obra, de sua razão de ser, de todas as compensações. Adriano Diogo, que já foi secretário do Verde e Meio Ambiente da capital, falou que muitas compensações dos outros trechos não foram executadas. Alencar Santana, ao fazer uma série de questionamentos à mesa, ficou impressionado ao saber que, para as compensações, deve haver uma verba de R$ 25 milhões, absolutamente irrisória face o custo inicial da obra, de R$ 5,8 bilhões. Ele chegou à conclusão que o trecho Norte não é tão necessário, face o retorno para o trânsito, e pelos custos sócio-ambientais e financeiros. Ele reforçou assim a palavra do então governador Serra em 2008, em programa da Rádio Bandeirantes, em que falou da obra se tornar uma RODOFERRADURA, ou seja, não fechando no trecho Norte. Mais de 20 pessoas das comunidades envolvidas, sobretudo da região de Taipas e do Tremembé, pediram palavra e foram veementes, diretos, pedindo respeito pelos moradores e pelo meio ambiente. A maior reclamação foi contra a ausência de um plano habitacional claro antes do começo das obras. Foi citado diversas vezes que a avaliação é que essa obra está na contramão da história, uma vez que as mudanças climáticas pedem estudos muito profundos sobre uma megarodovia passando a 10 km do centro da cidade, com risco de se transformar em uma avenida urbana. E a questão de democracia também foi colocada: uma obra com eesse impacto ambiental e social, e também com o grande custo financeiro, não pode ser decidida em gabinetes, fazendo ouvidos mouco para as manifestações na audiências públicas. Laurence Casagrande, presidente da Dersa, acenou com a possibilidade de fazer reuniões locais com as diversas comunidade afetadas. O deputado estadual Marcolino ficou incumbido de agendar essas reuniões. A Dersa alegou que desconhece qualquer notificação que os moradores de Taipas já estão recebendo. Ele disse que se as notificações forem por causa do Rodoanel, elas não partiram da Dersa, e que até a polícia pode ser procurada.
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