23-07-2010
Nossa São Paulo promove debate sobre mobilidade em Santana
Início: 23/07/2010 - 19:30
Como parte das comemo...
Mais »
17-07-2010
Operação Cata-bagulho na região da Brasilândia
Neste sábado, dia 17, a Subprefeitura Freguesia/Brasilândia realizará mais uma oNesta data os cami...
Mais »
12-07-2010
Sábado dia 18 - Palestra da RECANTA no Parque Estadual da Cantareira
RECANTA convida para palestra RECANTA no Parque Estadual da Cantareira com a&n...
Mais »
09-07-2010
Cury Construtora e Rede de Cooperação da Cantareira promovem mutirão de reflorestamento no PEC
Durante todo o mês de junho, associados da Rede de Cooperação da Cantareira realizaram ações de ...
Mais »
|
CAMPANHA Tic-tac- mobiliza organizações da sociedade civil na Paulista
Por Dal Marcondes, da Envolverde
Uma mobilização de organizações da sociedade civil foi vista em uma das mais famosas esquinas de São Paulo, a Augusta com Paulista nesta segunda-feira. Na calçada manifestantes a favor e contra Lula, a favor e contra a metas brasileiras para as mudanças climáticas, a favor e contra o código florestal. Em um auditório do prédio do Banco do Brasil o presidente Lula e seus ministros receberam o Luiz Pinguelli Rosa, do Fórum Brasileiro de Mudanças climáticas, receberam diversos ongueiros representando a Campanha TicTac, que conta o tempo até a COP 15, em Copenhague e defende metas mais ousadas para o Brasil. Ou seja, um monte de coisas estavam acontecendo na tarde da segunda-feira. Enquanto isso, onde estava “a mídia”?
Os jornalistas dos mais diversos meios de comunicação estavam restritos ao terraço de cobertura do prédio, das 14 às 18 horas, sem nenhuma informação sobre o que estava acontecendo mais abaixo e em um clima de descaso de mão dupla. Também não havia nenhum furor em sabor se o Brasil iria ou não assumir metas para Copenhague, se a Campanha TicTac (http://www.tictactictac.org.br/) iria conseguir entregar seu abaixo assinado com milhares de assinaturas às autoridades. Os jornalistas do terraço, que em muitos momentos não tinha sequer água para beber, isso sem falar na falta do café, perderam a tarde na espera burocrática da notícia. E ela não veio.
No final da tarde a ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, acompanhada de Luiz Pinguelli Rosa e um surpreendentemente calado Carlos Minc, se apresentaram para uma coletiva com a imprensa onde Dilma anunciou que não havia nada para ser anunciado. Alguns jornalistas ainda tentaram esgrimir perguntas e foram rechaçados com a frase: “A posição brasileira será anunciada no próximo dia 14 de novembro”, o que nos faz manter as espectativas por mais uns dias. Oportunista, o governo de São Paulo anunciou suas metas de redução de emissão de gases de efeito estufa no mesmo dia deste evento, e atraiu sobre si alguns holofotes. Na mídia a cobertura de uma das mais importantes políticas públicas globais da atualidade, as metas de redução de emissões e, portanto, de redução do aquecimento global, passam a ser tratadas como tema de disputas partidárias.
Foi uma tarde patética para os jornalistas. Mas ninguém passou recibo. Hoje os jornais estão estampando títulos de segunda linha sobre “As metas do Brasil para Copenhague”, apesar de a ministra ter repetido algumas vezes que o Brasil está disposto a assumir compromissos, e não metas. Dilma reafirmou que metas são para os países do “Anexo 1”, aqueles que emitem desde a Revolução Industrial. “O Brasil está disposto a reduzir o desmatamento em 80%”, dizia a ministra, que foi didática ao explicar o papel das novas termelétricas: “estamos construindo hidrelétricas a ´fio d´água`, o que significa a ausência de grandes reservatórios. Para compensar este menor impacto ambiental, estamos construindo termelétricas a gás para serem acionadas em época de seca”, o que, de certa forma, explica porque a política energética brasileira prevê tanta termelétrica.
No entanto, fica a pergunta? Porque isolar a mídia de um dos mais importantes debates do nosso tempo? Porque o presidente Lula Estava presente? Melhor, assim sabemos o que ele pensa, e, melhor, que informações ele está recebendo para subsidiar suas decisões. Ficou, no fim, a sensação de mordaça no ministro Minc e a assunção de Dilma a porta-voz dos temas ambientais do Governo Brasileiro. Perguntada sobre sua opinião, a ministra respondeu: “Minha opinião é a opinião do governo, eu sou a Ministra Chefe da Casa Civil”. (Envolverde)
(Agência Envolverde)
|