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Kamia (DEM) não declara palacete em estilo japonês à Justiça Eleitoral, que vai apurar o casoReeleito com 29.915 votos em 2008, o vereador Ushitaro Kamia (DEM), de 62 anos, corre risco de ser cassado por não ter declarado à Justiça Eleitoral mansão avaliada em R$ 2 milhões. Conhecido como ‘palacete imperial’ devido à arquitetura japonesa, o imóvel fica num condomínio de luxo na Serra da Cantareira, na zona norte. O caso será investigado pelo Ministério Público Eleitoral, que vê indício de que o valor da obra é incompatível com a renda do parlamentar. A Corregedoria da Câmara Municipal aguarda denúncia formal para iniciar apuração.Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Kamia confirmou ser o dono do imóvel, mas se enrolou ao responder por que não consta na sua declaração de bens. Primeiro, ele disse que a mansão estava em seu nome. Depois, alegou que a comprou no nome do cunhado e aguarda transferência para seu nome. À Justiça Eleitoral, Kamia declarou ter um apartamento no valor de R$ 118,69 mil, situado na Avenida Nova Cantareira, e três carros, que somam R$ 80 mil. Ou seja, um patrimônio de R$ 198.694. O JT tentou falar com Kamia, mas sua assessoria disse que ele não se falaria ontem sobre o caso. Segundo reportagem da Rádio Bandeirantes, o imóvel de três andares tem 500 m², três suítes, salões de festa e jogos, duas salas de estar, salas de jantar e de meditação, piscina com cascata de pedra, avaliada em R$ 200 mil, e deverá contar com dois elevadores. Com base nesses dados, três corretores consultados pelo JT estimaram o valor do palacete em R$ 2 milhões. A TV Bandeirantes também filmou o carro oficial da Câmara Municipal, usado por Kamia, sendo carregado com material de construção para a obra na casa do vereador, que foi flagrado escolhendo acabamentos. Acompanhando Kamia estava Edmundo Ganzelli, apontado pela reportagem como “funcionário fantasma” de subprefeitura e arquiteto responsável pela obra. O vereador negou a informação. Crime eleitoral Para o promotor eleitoral Maurício Ribeiro Lopes o caso é “chocante”. “Vamos desarquivar o processo de prestação de contas dele e ver se tem previsão de verba suficiente para construir aquele palacete”, afirmou. “Pretendo ouvi-lo e, se for constatada a omissão do imóvel, ele poderá ser responsabilizado, inclusive, criminalmente.” O promotor disse que a infração pode ser mais grave se ficar constatado que o imóvel foi comprado no nome do cunhado: “Trata-se de falsidade ideológica”. Em tese, Kamia pode pegar até 5 anos de reclusão e perder o mandato por improbidade administrativa. Corregedor da Câmara, Wadih Mutran (PP) declarou que notícias veiculadas na imprensa não são suficientes para abrir investigação e que aguarda denúncia formal: “A publicação da imprensa não é motivo ainda. Temos de examinar isso com carinho”.
Band: Está no seu nome a casa? Kamia:Tá. Por que o senhor não o declarou à Justiça Eleitoral? Não. Tá passando para o meu nome, né. Então está no nome de quem? Não sei, preciso ver. O sr não sabe? Não... É Oswaldo... Terashima Quem é ele vereador? Meu cunhado O sr. sabe quanto custa a casa? Não sei quanto vale minha casa. PATRIMÔNIO DECLARADO Apartamento na Avenida Nova Cantareira (R$ 118.694), Ford Mondeo ano 97 (R$ 18 mil) e mais dois veículos (um de R$ 49 mil e outro financiado de R$ 13 mil) Total: R$ 198.694 Fabio Leite, f.leite@grupoestado.com.br |
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