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Projeto Cabuçu - Guarulhos

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O projeto Cabuçu foi realizado entre 2001 e 2005 e promoveu um inédito mapeamento da região, com a identificação de cada uma de suas microbacias e a instalação de uma estação meteorológica. Foram elaborados mapas de geologia, de uso do solo e de legislação ambiental, entre outros, além de um diagnóstico sobre as possibilidades de exploração sustentável. A busca de soluções envolveu pesquisadores da UnG, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em parceria com secretarias da Prefeitura de Guarulhos, o Instituto Florestal e o Sistema Autônomo de Água Esgoto (SAEE) da cidade.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano de Guarulhos, o arquiteto Roberto dos Santos Moreno, a parceria foi importante tanto para os técnicos da prefeitura e dos órgãos públicos, depositários de novos conhecimentos sobre a região, como para os pesquisadores, convidados a avaliar questões práticas. “O projeto de pesquisa tornou-se um grande aliado nosso na definição do novo zoneamento da cidade e teve influência na elaboração do novo Plano Diretor de Guarulhos, aprovado em 2004”, afirma Moreno.

A definição da área de proteção ambiental não vai evitar que a região contígua ao Núcleo Cabuçu seja habitada, mas busca impedir usos que causem impactos significativos. “A idéia da área de proteção é conservacionista, não preservacionista”, explica o professor de geologia da UnG Márcio Roberto Magalhães de Andrade, que se incorporou ao projeto quando trabalhava na área técnica da prefeitura de Guarulhos. Com base nesse diagnóstico, o grupo propôs uma nova abordagem para a região.

As microbacias constituiriam as unidades básicas de diagnóstico ambiental e planejamento urbano. Seriam desenvolvidos modelos de ocupação que respeitem as condições ambientais de cada microbacia, eliminando áreas de risco e valorizando os serviços da biosfera. Nesse sentido, o projeto contribui para a Avaliação Subglobal Ecossistêmica do Milênio, que está sendo iniciada na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo.

A participação da população na gestão do meio ambiente é outra pedra de toque do projeto. Um dos objetivos é articular proprietários rurais, moradores e a polícia ambiental do município. Outro é criar um parque de educação ambiental, que ajude a disseminar entre os estudantes a importância da ocupação sustentável. “A gestão das florestas urbanas é problemática em todo o Brasil. Nossa experiência poderá ser aproveitada por outras cidades”, diz Antônio Manoel dos Santos Oliveira, coordenador do projeto.