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A Cia. de Thaetro, núcleo de produção ecocultural do IDEAS, foi criada na Cooperativa Paulista d...
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Udiyana Bandha Udiyana Bandha é um grupo musical do Planalto Central do Brasil que faz a...
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Ilú OBA de Min
Ilú Obá de Min Ilú Obá de Min – Educação, Cultura e Arte Negra é uma entidade feminina, sem f...
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06-01-2007
Jabuti-Bumba
JABUTI-BUMBAA família Farias, tradicional familia de artistas do Estado do Acre, (Cilene Fa...
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Ilú Oba de Min resgata mito do Candomblé sob uma perpectiva ecológica

Conheça  o Mito  que inspirou  as  novas  composições  do grupo
No começo não havia separação entre o Orum, o Céu dos orixás, e o Aiê, a Terra dos humanos.
Homens e divindades iam e vinham, coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê, um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo, irado com a sujeira, o desperdício
e a displicência dos mortais, soprou enfurecido seu sopro divino e separou
para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens e nenhum homem
poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida. E os orixás também não
podiam vir à Terra com seus corpos. Agora havia o mundo dos homens e
o dos orixás, separados. Isoladas dos humanos habitantes do Aiê,
as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos
e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo que os orixás
pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare.
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres,
dividindo com elas sua formosura e vaidade, ensinando-lhes feitiços
de adorável sedução e irresistível encanto, recebeu de Olorum um novo encargo:
preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta, banhou seus corpos
com ervas preciosas,
cortou seus cabelos, raspou suas cabeças, pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas,
como as pintas das penas da conquém,
como as penas da galinha-d’angola. Vestiu-as com belíssimos panos
e fartos laços, enfeitou-as com jóias e coroas.
O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé, pluma vermelha,
rara e misteriosa do papagaio-da-costa. Nas mãos as fez levar abebés,
espadas, cetros, e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas e
múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori,
finas ervas e obi mascado, com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e o orixá não tinha como
se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas, estavam prontas,
e estavam odara.
As iaôs eram as noivas mais bonitas que a vaidade de
Oxum conseguia imaginar. Estavam prontas para os deuses.  
Os orixás agora tinham seus cavalos,
podiam retornar com segurança ao Aiê,
podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás,
convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs.
Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores,
vibrando os batás e agogôs,
soando os xequerês e adjás, enquanto os homens cantavam
e davam vivas e aplaudiam, convidando todos os humanos iniciados
para a roda do xirê,
os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs,
eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.