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23-07-2010
17-07-2010
12-07-2010
09-07-2010
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Declaração dos Povos das Florestas MetropolitanasO caráter distintivo do que chamamos florestas metropolitanas é a existência de uma metrópole que as circundam em todos os seus limites. Nestes ECOSISTEMAS híbridos (zonas de contato entre um ecossistema e outro) a impressão que temos é que as extremidades das florestas um dia se encontrarão e de que colisão com a metrópole pode provocar a degradação derradeira da floresta. Resgatar a trágica colisão cultural entre europeus e ameríndios nos parece inteiramente válido para analisarmos a expansão das cidades para a floresta. Historicamente, a lógica desta expansão Com seus loteamentos e ocupações que em nada consideram os recursos naturais certamente foi muito pouco influenciada pelos modos de vida tradicionais, nativos e ambientalmente sustentáveis. Por isso, cada vez mais, nos dias atuais torna-se necessário discernir e mostrar, de forma profunda a variada e conflitante ocupação humana engajando as comunidades das florestas metropolitanas no seu próprio devir histórico e em seu ecossistema concreto de modo que essa população aja de forma organizada e novamente identificada com os valores da floresta, qualidade de vida em consonância com as leis da natureza. · Proteger as florestas nativas e matas metropolitanas dos principais grave fatores de degradação ambiental loteamentos irregulares e à favelização percebendo que a pressão que diversas favelas exercem sobre seus limites e recursos é o ponto final do processo de enorme adensamento populacional que caracteriza as grandes cidades brasileiras como um todo; · Evitar a ocupação irregular, o uso irracional do solo que produzem a destruição dos ecossistemas, acarretando graves prejuízos à biodiversidade, à estabilidade das encostas, ao clima, à paisagem e ao regime hidrológico. · A garantir a execução de um plano de manejo dos mananciais das Florestas Metropolitanas, bem como dos recursos ambientais, como um caso de segurança pública, se quisermos garantir a perenidade do uso sustentável do bem de uso comum do povo, a água. · Restabelecer e revalorizar uma grande floresta dentro de uma grande cidade contribuindo significativamente com a história sócio-ambiental da região no que concerne a preservação dos recursos naturais, clima, biodiversidade ameaçada e vulnerabilidade juvenil; · Fortalecer o maior numero de projetos que girem em torno de três eixos básicos: Saúde Integral (controle demográfico e sexualidade, saúde alimentar e violência) Meio ambiente (reflorestamento, implementação de parques, áreas de conservação e manejo florestal) e Novas tecnologias (monitoramento das áreas florestais e comunicação em rede); Em decorrência destes processos intensifica a presença das áreas de risco fruto do progressivo processo de degradação florestal que origina a instabilidade de suas encostas e deslizamentos de grande magnitude no período das chuvas. Além disso, não bastasse todos os males ambientais, o narcotráfico principalmente na Cantareira/SP e Tijuca/RJ ( as maiores Florestas Metropolitanas do mundo) tem se constituído também num grave fator de degradação ambiental e social. Deste paradoxal jardim florestal em meio a uma tão voraz máquina urbana chamamos a atenção principalmente das políticas governamentais e da população urbana brasileira para sua preservação e restauração e reafirmamos juntamente com as povos nativos da floresta nossa vontade comum de fortalecermos esta aliança, respeitando as diferenças de nossa diversidade cultural e social, em torno de objetivos comuns para o futuro de todo o planeta. |
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