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Os planos do restante das espécies ameaçadas devem ser terminados até 2014Fonte: Ambiente Brasil
Os planos do restante das espécies ameaçadas devem ser terminados até 2014, afirmou a ministra. “A experiência mundial mostra que esse instrumento de planejamento é fundamental para a conservação. É uma de nossas principais estratégias para conservação de espécies”, disse a ministra durante o colóquio “A proteção de espécies ameaçadas de extinção no Brasil”, promovido pela Comissão de Meio Ambiente do Senado. Código Florestal Ainda de acordo com ela, a aprovação do novo Código Florestal deve facilitar as ações de conservação, pois a maioria das espécies ameaçadas está fora de unidades de conservação. “O Código Florestal é importante nesta discussão porque temos a maior parte da biodiversidade hoje nas APPs [Áreas de Preservação Permanente] e em áreas de reserva legal”, afirmou. A reserva legal é a área de vegetação nativa que deve ser protegida dentro da propriedade. Já as APPs são áreas frágeis como topos de morros e margens de rios. A ministra explicou que o novo Código traz a proposta de criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que permitiria que o proprietário fosse compensado por criar áreas de preservação dentro de seu terreno. Ela acredita que a votação do novo Código será finalizada até o fim do ano. O Código Florestal foi aprovado em maio pela Câmara, mas deve ser votado com algumas alterações no Senado. Se houver modificação, a Câmara volta a apreciar a matéria. “Deve ser votado até o final do ano. O que tenho conhecimento de todos os relatores, senadores, todos indicam que é um tema prioritário”, disse. Desafios A ministra citou ainda três pontos como os principais desafios do ministério para a conservação de espécies. A primeira é a elaboração de uma estratégia de conservação atual, chamada Agenda 2020, que deve ser apresentada em 2012. A segunda é conseguir que os estados se engajem nas políticas e ações federais. “Se 75% das espécies ameaçadas estão resguardadas em áreas federais, quantas estão nas estaduais? É muito pouco. Temos que ter um olhar mais cuidadoso sobre as unidades de conservação”, disse. O terceiro ponto citado por Izabella seria mudar a forma de ver as contribuições que a ciência pode dar ao tema. “Precisamos de uma estratégia de conhecimento diferente, não de ameaça e pessimismo, mas de parceira. É importante mudar a abordagem de lidar com a ciência e enxergar nos apontamentos soluções para mudar a gestão ambiental”.
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