Vigentes há 21 anos, parâmetros agora ficam próximos dos usados pela OMS

Fonte: Destak Jornal

Os padrões para medir a qualidade do ar em São Paulo ficarão mais rígidos e próximos dos utilizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Caso as novas regras já estivessem em vigor, vinte (40%) das 51 estações de medição de qualidade do ar no Estado indicariam que a qualidade do ar estava inadequada, e não regular, conforme apontado.

O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) aprovou um relatório que definiu os novos parâmetros. O documento vinha sendo debatido desde setembro de 2010 e deveria ter sido votado em janeiro.

Alguns padrões usados pela Cetesb (agência ambiental paulista) são duas vezes "mais toleráveis" do que os estabelecidos pela OMS. É o caso da qualidade aceitável de poeira. A Cetesb estabelece o índice de 150 mg/m³ (quantidade de poeira respirada por um paulistano num dia). Pela OMS, são 50 mg/m³ no mesmo período.

A diferença ocorre porque as regras atuais foram definidas em 1990, enquanto as da OMS são de 2005. Segundo tais normas, a qualidade do ar na capital é classificada na maioria das vezes como regular (prejudicial a crianças e doentes crônicos). Se os parâmetros da OMS estivessem em vigor, a classificação seria inadequada (prejudicial a todos).

Gradual

O relatório prevê que as mudanças ocorram gradualmente, em três etapas, inicialmente com prazo de três anos - que podem ser estendidos.

No caso da poeira, a meta imediata - após a aprovação do decreto - cairá de 150 mg/m³ para 120 mg/m³. Três anos após a implantação da primeira meta, entra em vigor a segunda fase, que colocará como limite 100 mg/m³. Somente após reavaliação é que a meta de 75 mg/m³ começará a valer, em prazo indefinido.

Massa de ar fria melhora condições do ar na cidade

A situação da qualidade do ar em SP só não está pior devido à presença de uma massa de ar frio.

Segundo a Cetesb, as condições são propícias para que a qualidade do ar fique entre boa e regular na maioria das estações, segundo os padrões atuais.

Perspectiva ruim

Com a proximidade do inverno, a tendência é de que a baixa umidade do ar associada a concentração de poluentes traga mais problemas respiratórios. Entre os sintomas mais comuns estão ressecamento das mucosas e irritação nos olhos.