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Traçado Norte do Rodoanel pretende passar na zona de amortecimento da Cantareira Os Traçados e o Estudo de Impacto Ambiental para o trecho Norte do Rodoanel elaborados pela DERSA já foram publicados no site www.dersa.sp.gov.br e os técnicos e órgãos gestores da Secretaria do Meio Ambiente têm até 90 dias para se pronunciarem sobre a proposta para o Traçado ter ou não a aprovação do CONSEMA.A meta da DERSA é entregar a obra na Copa de 2014. O Traçado A passa pela parte Sul do Parque Estadual da Cantareira e por sua zona de amortecimento, impactando severamente a Linha Verde do Tremembé, Clube de Campo da Sabesp (primeiro reservatório de água de SP, Antiga estação do Trem da Cantareira) planejado para passar através de túneis e viadutos por toda a zona de amortecimento do PEC, incluindo os recém criados Parques lineares da Brasilândia. Na região de Taipas, os moradores que se preparem, pois a região sofrerá muitas desapropriações com esta opção de traçado. O Traçado B que faz ligação com a D. Pedro pode parecer à melhor solução para muitas pessoas, porem apresenta mais Impacto Ambiental e perdas da Fauna e da Flora segundo o EIA apresentado pela empresa. Sendo assim a DERSA defende o Traçado A como o mais apropriado, além de ser também o mais caro de todo o rodoanel, aproximadamente R$5 milhões. O Impacto Ambiental em todas as opções é muito grande. Na parte Sul do PEC estamos perdendo o último resquício do antigo Cinturão Caipira da cidade e o maior ícone histórico da Cantareira, Antigo reservatório de abastecimento de SP, criado por D. Pedro II que detonou todo o processo de preservação e que resultou no que hoje conhecemos como Parque Estadual da Cantareira, o Pulmão Verde da Cidade de São Paulo, a Amazônia Paulistana. Com o Traçado A será praticamente o Rodoanel e o Parque lado a lado e não existirá mais a zona de amortecimento. Que conseqüências isso trará ao longo dos anos para o Clima? Para os bairros do entorno? Para as ilhas de calor do Centro? Para os animais da maior floresta urbana do Mundo?. Como será o bairro do Tremembé após esta obra? Será o jaçanã de amanhã?. E o transito irá melhorar ou irá haver uma demanda induzida de mais carros chegando pela região norte?. Quanto ao trânsito, que a todos preocupa, vale dizer que o rodoanel no trecho Norte tão próximo da área metropolitana (14 km) não serve mais aos interesses interestaduais, mas principalmente devido à demanda crescente da capital está sendo visto, por alguns muitos desesperados, como uma solução para o trânsito intrametropolitano. Para os municípios do Contíguo Cantareira será uma prato cheio para a especulação imobiliária e para novos condomínios. O que significa milhares de pessoas dirigindo sozinhas seus automóveis para vir trabalhar todo dia em São Paulo. Onde vamos parar? Por que não investir cinco bilhões em transporte coletivo de qualidade? Na palestra promovida pela Comissão de Meio Ambiente da OAB neste dia 28 de setembro, Marcelo Barbosa, gerente ambiental da DERSA, apresentou uma série de slides dos viveiros da DERSA, da proteção da fauna (animais acorrentados), orquídeas exóticas removidas do habitat natural, deixando o público (aprox. 100 pessoas) decepcionado com as imagens, que não mostrava com precisão onde passaria o Rodoanel nem tampouco a verdadeira realidade das obras e das compensações ambientais da DERSA, a citar as 80.000 mudas das obras da Marginal que estão morrendo por toda a cidade.O trecho Norte do Rodoanel foi o primeiro a ser discutido, no começo dos anos 2000, mas a pressão da comunidade (http://www.znnalinha.com.br/rodoanel/indice_1.html) , devido aos Impactos Ambientais na serra da Cantareira, fez com que a DERSA adiasse a discussão, e o trecho Norte ficou como 4ª e última etapa da obra, para o "fechamento" do anel. Entretanto para aqueles que querem de fato entender e contestar o estudo da DERSA aconselhamos a baixar e ler o EIA e o RIMA da trecho Norte que já estão disponíveis no site www.dersa.sp.gov.br, clicando em Rodoanel, trecho Norte. (O mapa detalhado do traçado está na pág. 24 do RIMA). Se justificados é possível encaminhar pedidos de estudos adicionais para CETESB, caso sejam identificados lacunas, incoerências e aspectos que não foram observados no estudo. Vale dizer que não basta apenas não querer o Rodoanel na Serra da Cantareira, teremos de ser bastante observadores e ativos em todo o processo, principalmente neste do EIA e RIMA, portanto é hora de realmente começarmos a trabalhar em várias instâncias e em REDE em Cooperação com a Cantareira. |
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